
AOK é a nova revelação do punk-rock português. O nome completo é Angry Odd Kids e lançaram recentemente o seu primeiro CD. Os AOK são o novo projecto do baixista dos Fonzie.
Aqui fica a entrevista:
Angry Odd Kids, porquê este nome? Sentem-se mesmo como o nome indica?
Os elementos da banda parecem não fazer parte de nenhum estereótipo, foi mais uma brincadeira que uma coisa a sério. Nós não estamos angry about anything, mas contentes de poder fazer isto.
O que levou à necessidade do renascimento dos AOK, depois de uma primeira versão em Miami?
Foi num concerto de Fonzie que o Carlos conheceu o Mike (baterista) e deu-lhe um CD com músicas antigas dos AOK. Ele, depois de ouvir, perguntou se o projeto ainda andava e o Carlos disse que estava parado, mas que gostaria de pôr a andar aqui em Portugal, só que era difícil arranjar elementos para a banda, já que não conhecia muitas pessoas cá. Ao que o Mike respondeu: “Trato disso!” Convidou 2 amigos dele que tinham tocado toda a vida juntos, (Tiago, no baixo, e Pete, na guitarra e voz) e assim fizeram umas jams juntos e o projecto começou uma nova fase.
Optaram por ter músicas apenas em português, o que não é muito vulgar no estilo de música que apresentam. Qual a razão dessa escolha?
Principalmente, porque ninguém está a apostar neste tipo de som em português e porque o mercado em Portugal está saturado de bandas a cantar em inglês!
E como são recebidas as músicas em português pelo público?
Até agora, muito bem! O público percebe a mensagem, é muito mais directo, e no meio de uma música que não conhecem, já cantam o refrão quando se repete. Isso é “brutal” de ver quando estamos no palco.
Lançaram recentemente o vosso primeiro EP, “Histórias de Sempre”. Como descrevem o novo álbum?
Muito positivo, fresco e directo, fortes riffs de guitarra, com linhas de vozes muito melódicas.
O que pensam trazer de novo ao panorama musical português, especialmente à onda do punk rock?
Simplesmente fazemos aquilo que gostamos, não estamos à espera de inventar nada de novo, detestamos as bandas que dizem reinventar o rock ou revolucionar tudo, isso ficará à escolha dos “críticos”.
O guitarrista dos AOK é o Carlos Teixeira, que assume funções de baixista nos Fonzie. Sentem o vosso nome muito associado a esta banda? E, se sim, consideram isso positivo?
É normal associarem as duas bandas, estamos no panorama do punk rock nacional e, obviamente, o Carlos é o baixista dos Fonzie, a banda de punk rock nacional com mais sucesso. É positivo já que Fonzie tem uma base de fans enorme, que estão também a conhecer os AOK, o que é uma boa para dar a conhecer a banda.
É difícil divulgar uma nova banda em Portugal? Como foi o processo desde o renascimento da banda até ao lançamento e divulgação do EP e do primeiro single “Sabes bem como sou”?
Tocamos para nos divertirmos, nunca vimos isto como uma oportunidade de fazer alguma coisa grande ou a sério. Fomos gravar umas músicas ao Estúdio Namouche, em Lisboa, e, depois de uns concertos, tivemos a sorte de arranjar um contrato discográfico e de poder editar este trabalho. O single “Sabes bem como sou” tem passado muito nas rádios, o que é muito gratificante, mas não temos estratégia para o que estamos a fazer, as coisas estão a acontecer e nós vamos deixando e trabalhando a fazer o que gostamos.
Neste sentido da divulgação de novas bandas, como pensam a existência de sites como o www.agaragem.com?
É muito bom ter este tipo de sites e iniciativas, dão a conhecer novas bandas.
Março 17, 2008 ás 12:35 pm |
revelação do punk? mas que merda de banda punk são voces que se auto intitulam como revelação?? punk? fantastico